27/11/2010

Balanço do Mês: 2nd-Half-Novembro

Os times voltam ao gramado, o juiz apita e comeeeça o segundo tempo!

#01 - O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla (1968) - Muito Bom!
Um excelente filme brasileiro que vai contra o movimento contra o Regime Militar, o Cinema Novo. Chamado de Cinema Marginal, tem uma narrativa completamente diferente dos filmes hollywoodianos e critica fortemente o Regime com muita ironia (o delegado Cabeção é ótimo!).

#02 - Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen (1992) - Esperava outra coisa
Eu sou fascinado por história, e os movimentos fascistas são MUITO interessantes. Este filme fala de todo o perído nazista na alemanha (1933-1945), mas seu foco é a arte no nazismo, apesar de interessante é bem chato (eu prefiro geo-política, que é deixada de lado), e o anti-semitismo, contada de uma maneira bem parcial. É interessante, mas não o teve o foco que eu esperava, fora a forte monotonia.

#03 - Rede de Intrigas, de Sidney Lumet (1976) - Top10
Que Filme! Merece seu próprio post! É uma crítica muito bem feita aos meios de comunicação em massa (então uma crítica a si mesmo) e à índole humana.

#04 - Yellow Submarine, de George Dunning (1968) - Muito Bom!
Muito diferente dos filmes de animação a que estamos acostumados, este é um delírio para os Beatlemaníacos, além de conter vários easter-eggs da "mitologia" Beatle, é um filme surrealista de primeira qualidade! (nossa, que comentário de contra-capa de DVD). Merece um post próprio assim como Across The Universe.

16/11/2010

Balanço do Mês: Outubro e Half-Novembro

Quanto tempo se passou, quantos filmes já vi, quantos outros preciso ver, quantas coisas pra fazer, pra falar, pra resolver, tudo nesse mês. É cara, tá corrido. Aqui vou fazer uns comentários sobre os filmes que lembro que vi, eles merecem um post próprio, mas tá dificil. Quando der, eu faço.

#01 - Tropa de Elite, de José Padilha (2007) - Sensacional
O próprio comentário do Tropa que fiz aqui no Le Gamaar (ver na caixa Melhores Resenhas) mostra minha admiração pelo franco crescimento do cinema brasileiro. O filme pode sim ser considerádo dúbio, pois é contado pelo ponto de vista do Capitão Nascimento, que defende todos os seus argumentos. Entretanto, numa análise mais fria e distante, percebemos toda a inteligência do roteiro. ATUALIZADO: Acabei de ler que na Europa, o Capitão Nascimento é visto como Vilão, ou seja, sob uma cultura diferente e alheio aos problemas retratados no filme, este foi "corretamente" interpretado.

#02 - Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood (1992) - O melhor em 40 anos
Impecável.

#03 - Por um Punhado de Dólares, de Sérgio Leone (1964 - Itália) - Clássico
Primeiro filme da trilogia mais clássica dos Westerns, é um dos filmes mais referenciados do cinema, tanto quando se parodiam westerns, até na utilização de tomadas, planos, uso de músicas e construção de personagens.

#04 - Tiros em Columbine, de Michael Moore (2002) - Interessante
Revela uma faceta estadunidense medrosa, filha, principalmente, do governo Bush e do consumismo e patriotismo de um dos impérios mais estúpidos da história.

#05 - Tropa de Elite 2, de José Padilha (2010) - Um soco na cara!
Faz tempo que estou para escrever um post para a segunda obra-prima de Padilha. A impressão que ficou para mim é que ele desistiu de todas as sutilezas do primeiro filme, como citar Foucalt. Foi como se ele tivesse dito "Não entendeu o primeiro filme vagabundo? Então Toma!", fato que se mostra com ele tendo que desconstruir o agora Tenente-Coronel Nascimento.

#06 - Donnie Darko, de Richard Kelly (2001) - Superestimado
O filme possui vários pontos positivos, e tenho dúvidas se minhas reticências quanto ele sejam verdadeiras ou pelo fato de eu querer não gostar de um filme cultuado só pra falar que entendo. Eu não entendo, só tento aprender. No entanto, acho que falta maturidade na direção (comentário vago).

#07 - Cidadão Kane, de Orson Welles (1941) - Classicasso!
Também merece um post só dele, daqui a um tempo, pois tal filme merece ser bem estudado.

#08 - Um Parto de Viagem, de Todd Philips (2010) - Engraçadinho
O roteiro é fraco e algumas piadas são batidas. Mas eis que vem Zach Galifianakis e salva o filme! Ele é muito engraçado e compensa a falta de originalidade de Robert "Stark" Downey Jr. Uma coisa que me agradou bastante foi que eu lembrei bem do Assassinos por Natureza (filmasso que terá um post gigante) por conta das atuações de Downey Jr. e Juliette Lewis (a sumida voltou!) e por tocar "Sweet Jane" dos Cowboy Junkies, que compõe sua trilha sonora.

#09 - O Mágico de Oz, de Victor Fleming (1939) - Classicasso! [2]
No começo podem achá-lo tosco, mas Dorothy e toda a mitologia de Oz é uma das mais clássicas referências do cinema. Além de ser lindo, com uma excelente mensagem de vida, tem todo um contexto político-econômico da virada do século XIX para o XX nos EUA metamorfoseado nas personagens, leia-o aqui.

#10 - A Missão, de Roland Joffé (1986) - Histórico
Denuncia, brilhantemente, como foi construída a sociedade Latino Americana pelos Europeus, até a Norte Americana pode entrar no contexto. Também merece um post próprio. Com ótima atuação de DeNiro, no auge.

#11 - Sex and the City 2 - Fútil
Uma BOSTA! Muito Fútil e Bobo. LIXO FODA.

#12 - Santiago, de João Moreira Salles (2005) - Excelente
Documentário que vai muito além do tema Santiago, mordomo da família Salles. Trata da relação de duas pessoas (no caso João e Santiago), de velhice, de fantasiar e de como se faz um documentário.

27/10/2010

Donnie Darko [2001]

Desapontado. Assim foi como eu me senti ao final de Donnie Darko, estréia de Richard Kelly na direção e o grande papel de Jake Gyllenhaal ao lado de O Segredo de Brokeback Mountain. O filme está longe de ser ruim, mas não é um dos melhores filmes de todos os tempos como eu havia ouvido falar.

O filme é até muito bom, mas falta algo que você olhe e fale "Nossa Senhora! Esse filme é muito foda!". E pode se creditar isso à uma insegurança na direção, talvez por algumas imposições do estúdio ou pela inexperiência, fato é que pesou, tanto que Kelly não realizou mais nenhum grande filme.

O argumento é bom, as críticas são bem construídas e a atuação de Jake é excelente. O roteiro é inteligentíssimo, assinado pelo próprio diretor, e a trilha-sonora, super-estimada. O que mais me incomodou no filme é a semelhança estética com O Advogado do Diabo, como as nuvens correndo rápido para passar o tempo e os flashes de luz, da qual não gosto muito (apesar de achar o filme do Pacino bem legalzinho).

Donnie Darko adquiriu status de cult, e apesar de considerá-lo super-estimado, é muito bom e merece o título supracitado. As reflexões que ele possuem vários níveis, o mais baixo que é discutir a trama é bem complexo, até o maior, que é a relação de Donnie com a sociedade e as críticas feitas à ela, mais no aspecto humano que institucional.

21/10/2010

Tiros em Columbine [2002]

Como podemos definir Michael Moore, diretor de Tiros em Columbine? Um Gênio, um Messias, a reencarnação do Gandhi? Não, nada disso. Ele é apenas mais um americano, a grande diferença é que ele é um puta cara sensato.

Ele tem a cara de um americano médio, o jeito de um americano médio, até o peso de um americano médio. Seus filmes? Ficam fazendo média com o público, tal qual Nascido em 4 de Julho, uma crítica ao sistema americano que cai em contradição e utiliza clichês e sequências batidas. Como tocar What A Wonderful World numa sequência de cenas de violência e citações de fatos criminosos do governo estadunidense.

Entretanto devemos jogar seus filmes no lixo? Claro que não. Pelo contrário, todos deveriam assistí-los. Tanto os dirigidos, escritos e protagonizados por ele, quanto os produzidos, como o The Corporation (excelente). Eles dão o que pensar e discutir sobre a sociedade capitalista na qual vivemos, principalmente nos EUA, claro, mas como eles são "o centro do universo" mesmo, tá valendo.

Para mais informações leia esta resenha do Scream & Yell (em português). #ficadica

fade to black

10/10/2010

Paralelo #01: Por Um Punhado de Dólares [1964] & Os Imperdoáveis [1992]

Ambos protagonizados por Clint Eastwood, são clássicos do western. Entretanto enquanto um foi o grito de um novo modo de se fazer cinema, o outro foi uma homenagem e um ponto final num dos gêneros mais populares da história.

Em decadência na década de '60, os heróis perfeitos e arrumadinhos do western americano estavam fadados à geladeira. Eis que surge o italiano Sergio Leone e revoluciona o tema "oficializando" o western-spaghetti (que antes "engatinhava") com Por Um Punhado de Dólares, filme baseado no clássico samurai Yojimbo, de Akira Kurosawa.

Em seu filme não há maniqueísmo (a existência definida de Bem e Mal), o herói se suja, apanha e é tão escroto como seus inimigos, mas ainda tem sentimentos e por isso é muito mais humano. Outra característica é o simbologismo religioso, o protagonista chega à cidade numa mula, temos uma cena de um banquete que remete a Santa Ceia e após o protagonista ser dado como morto, ele retorna.

O terceiro grande expoente do cinema que surgiu nessa fita (além de Sergio Leone e Clint Eastwood) foi Ennio Morricone, um dos maiores compositores de todos os tempos. Suas músicas compõe uma trilha sonora incidental magnífica, que dá o tom do filme e define o Homem Sem Nome, protagonista vivido por Clint.

Sergio Leone e os westerns depois dele são um dos maiores influenciadores do cinema moderno. Quentin Tarantino, por exemplo, já disse publicamente que usa vários elementos dos filmes de Leone nos seus. Assim como os grandes filmes do cinema brasileiro da Retomada, como Cidade de Deus (muito influenciado por Tarantino, portanto, consequentemente, pelos westerns) e Tropa de Elite (a cena final, do "na cara não, pra não estragar o velório" é muito parecida com a cena final de Os Imperdoáveis).

Os Imperdoáveis, de 1992 é dirigido pelo próprio Clint Eastwood que, competentíssimo, mostra que aproveitou sua experiência com Leone. O filme segue os mesmos preceitos do western-spaghetti, entretanto, seus personagens são mais profundos e o roteiro mais denso. Ele trata da velhice (temas recorrentes de Clint) e da violência, tanto de quem faz, quanto de quem recebe, de quem a glamoriza e quem a quer esquecer.

Considerado na época ser o melhor western dos útllimos 20 anos, ou seja, de 1972 a 1992, ganhou vários prêmios, entre eles os Oscar's de melhor filme, diretor e ator coadjuvante. E, caso não surja um belo exemplar nos próximos 2 anos, será o melhor filme num período de 40 anos. O que não é pouca m.
Ambos os personagens de Clint são muito parecidos, pode-se até considerar um reprise. O Homem Sem Nome é quieto, sisudo, sem amigos e oportunista, está na cidade para ganhar dinheiro e tira de quem puder. Entretanto, ajuda Marisol e sua família e fica companheiro do dono do bar e do cara que constrói caixões.

Já William Munny é velho, tem Um amigo e é maduro, sua falecida esposa ensinara-o que a violência não compensa, e ele saíra dessa vida. Apesar disso, quando surge uma encomenda para matar um cara que cortara a cara de uma puta, ele aceita, mas o faz mais para se redimir de matador de mulheres e crianças do que pelo dinheiro.

Enquanto no filme de Sergio Leone quase todos são aproveitadores, no filme de Clint eles têm seu próprio senso de justiça e seus atos têm motivos, criando um protagonista e um antagonista opostos pelos interesses e ideologia.

Ambos os filmes são os extremos da vida do western moderno, um foi o precursor, e o outro um "desfecho" em altíssimo nível. Aluno número um da escola de Sergio Leone, Clint Eastwood motra que tem todo o potencial de ser um dos maiores diretores, pois o maior do cinema ele já foi, sendo maior que Stallone, Bruce Willis e qualquer outro mercenário, e até do que Wagner Moura.

Cross fade

Este Paralelo foi inspirado pelo Filme Ideal e pela enorme preguiça de escrever dois post's sobre filmes com tanta coisa em comum.
PS: Capitão Nascimento Rulez!

fade to black

08/10/2010

Tropa de Elite [2007]

“Usualmente não é o caráter de uma pessoa que determina como ela age, mas sim a situação na qual ela se encontra.”

Stanley Milgram.

Um dos maiores sucessos e um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Tropa de Elite é muito mais do que tapa na cara e pé na porta, saco na cabeça e vassoura no rabo. Este filme faz uma análise crítica social que vai muito além da superficialidade.

Assim como 2001: Uma Odisséia no Espaço, filme e livro (Elite da Tropa) foram co-produzidos quase que ao mesmo tempo, sendo o livro um pouco depois, na fase final do roteiro. Roteiro esse que ficou nas mãos de José Padilha (diretor), Rodrigo Pimentel (ex-BOPE) e Bráulio Mantovani (Cidade de Deus), e ficou sensacional, com a cronologia quebrada e um protagonista definido pela sua narração em off.

O filme se passa em 1997, às vésperas da visita do então Papa João Paulo II, que deseja ficar hospedado próximo à favela. A missão do BOPE é garantir que o Papa não tome um tiro, e quem a encabeça é o mitológico Capitão Nascimento (baseado em Pimentel). Acontece que o Capitão é um personagem com profundidade, sua mulher está grávida e ele deseja se retirar da linha de frente do BOPE, mas precisa de um substituto. É aí que entram Neto e Mathias, dois aspirantes a PM que não se envolvem com as gambiarras dos azuis.

Tecnicamente, Tropa é impecável e com cara de documentário, já que é o primeiro projeto de “ficção” de José Padilha, oriundo do cinema documental (Ônibus 174). O filme inteiro é filmado com câmera na mão, os atores não tinham marcação fixa e todos os diálogos do filme (todos) foram improvisados (obviamente, o filme não foi feito de uma só tomada, mas quem criou os diálogos foram os atores em conjunto com a equipe).

E no aspecto de crítica social, Tropa é arrebatador. Subestimado por muitos, a fita tem sido interpretada por muitos como uma ode à tortura policial, que os traficantes são culpados por tudo, que os playboyzinhos são de merda e que se tivéssemos mais capitães Nascimento por aí o problema da violência no Brasil estaria resolvido.

Realmente, os playboyzinhos são de merda. Mas o problema da violência não é causado pelos traficantes, estes são o meio. E os pleiba’s financiam um problema causado pelos pais deles, pelas elites dominantes (o governo). E a maior prova disso é a citação no começo do texto. Os problemas sociais vividos no Brasil hoje têm origem secular, na verdade, começou em 1500.

A concentração de renda e a desigualdade social no Brasil começaram com o sistema de capitanias hereditárias e continuam até hoje pela falta de reformas e predomínio elitista no governo durante toda história do Brasil, que não se interessam por igualdade social já que seu interesse é enriquecer cada vez mais.

Exemplos desse pensamento estão explícitos no filme. O trabalho de sociologia de Mathias na faculdade é sobre Foucalt, que, resumidamente, revolucionou os estudos sobre formas de governo modernas, e diz que as fontes do poder (não só o governo, mas a polícia, as elites econômicas, etc.) formam instituições perversas, que beneficiam os ricos e punem quase que exclusivamente os pobres (tudo isso é DITO no filme).

A elite que historicamente é a “causadora” da desigualdade (pois não há elite sem ralé) financia o tráfico e depois se protege em sua bolha nos Jardins ou no Leblon, com seus carros importados e roupas de marca, vivendo em um círculo tão fechado que nem vê o resto da população miserável.

Assim, o título Tropa de Elite pode ser interpretado como a melhor de todas as tropas (que fica muito mais explícito no título do livro) ou como que os servidores públicos armados (PM, BOPE, GARRA, Exército, todos) são da Elite, e não da População.

Dessa população esquecida que saem os traficantes, os bandidos, os ladrões. Só dizer que eles são uns vagabundos que não querem trabalhar é colocar a sujeira embaixo do tapete e continuar trancado na bolha em que toda a classe média-alta vive. Pois, continuando no pensamento de Stanley Milgram, eles só agem assim por causa do meio onde vivem, no qual poucos estudam e conseguem emprego, e menos ainda conseguem sucesso no sentido capitalista do termo.

Entretanto, isto não redime os traficantes. Se eles têm um “motivo entendível”, seus atos continuam sendo crimes. Mas tão violentos e absurdos quanto os do sistema de segurança pública, se não que estes são piores, e ainda são embasados pela lei.

Sobre a corrupção policial não é necessário dizer nada além do que o filme mostra. Contudo, ainda há a frase inicial do filme que, assim como com os traficantes, mostra que a causa (e não a desculpa) disso não são eles, e que tal fato acontece por uma profissão tão perigosa (que só existe por causa de criminosos, que só existem por causa de desigualdade social) receber tão pouco.

O próprio Cap. Nascimento, que é visto por MUITOS como a solução, é uma caricatura crítica. Ele é um anti-herói glamurizado, ele tortura todos na favela para conseguir sua obsessão, e admite isso com remorso em sua narração em off no último capítulo do filme:

“O que eu estava fazendo não era certo. Eu não podia esculachar os moradores para encontrar um bandido. / Naquela altura do campeonato, amigo, pra mim tava valendo tudo. Nada nesse mundo ia me fazer parar.”

E logo em seguida outro comandante que estava com ele leva sua tropa embora por não concordar com o que ele estava fazendo. E que mesmo assim só fazia por querer restaurar a paz em seu lar e voltar para a recém-formada família, pois como bem resume, ele é o capitão NASCIMENTO.

Tropa de Elite, ao invés de ficar apontando culpados determinados como tantos fazem, confirma que o problema é social e envolve um contexto muito amplo e complexo de um problema que precisa ser urgentemente resolvido desde os primórdios da humanidade. E só consegue isso pelo realismo imprimido pelo projeto dirigido por José Padilha, que fez um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos, que venha Tropa de Elite 2!

26/09/2010

Balanço do Mês: Setembro [Atualizado]

O Balaço do Mês foi feito um pouco mais cedo neste, e agora atualizado, que se fez necessário devido à grande quantidade de filmes que não comentei por causa da escola (reta final, né?) e do post sobre Laranja Mecânica.

#01 - Duro de Matar, de John McTiernan (1988): Clássico de ação
O papel que alavancou a carreira de Bruce Willis serviu nele como uma luva! Excelente ação com um roteiro coeso e redondo. Um brucutu que resolve tudo sozinho, mas ao mesmo tempo apanha. Grande entretenimento.

#02 - Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick (1971): Indescritível
Obra-prima de um dos grandes mestres do cinema! Perfeito em todos os aspectos, não é bem aceito pelo grande público por conta da violência exagerada: abram os olhos meus amigos, este é o mundo no qual Vocês vivem e não dão atenção!

#03 - Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein (1925 - União Soviética): Revolucionário
Situado na primeira revolução burguesa na Rússia, em 1905, conta a história dos marinheiros e fuzileiros que se amotinam contra os oficiais, gerando uma onda de amotinações. Revolucionário, Eisenstein criou elementos que estão presentes no cinema até hoje, como a fusão de planos, além de usar de metáforas visuais. Até hoje é visto como um dos melhores filmes de todos os tempos.

#04 - Gente Grande, de Dennis Dugan (2010): light
Com Adam Sandler, que vem sendo bem criticado pelos "especialistas" em cinema ultimamente. Eu, particularmente, gosto dos filmes dele, são leves, engraçado (não histéricamente engraçados, mas engraçadinhos) e sempre passam uma mensagem para você viver melhor, seja feliz. Típico filme família. Uma espécie de Mercenários da comédia, já que conta com Rob Schneider, Chris Rock e "grande elenco".

#05 - O Preço de um Resgate, de Ron Howard (1996): Tenso
Você acredita o tempo inteiro já saber o final e se surpreende com a reviravolta. A tensão é muito bem feita e as atuações de Mel Gibson e Gary Sinise são excelentes. Bom entretenimento.

#06 - Até o Limite da Honra, de Ridley Scott (1997): Entretenimento vazio
Um diretor instável, é o que se pode dizer de Ridley Scott, que realizou grandes filmes e outros não tão bons assim. Este é um exemplo de um filme divertido, e que não passa disso. Mesmo com alguns buracos no roteiro, Demi Moore sempre é um motivo para assistir um filme.

#07 - Nascido em 4 de Julho, de Oliver Stone (1989): Contraditório
Muito bem dirigido e com um ótimo argumento, este é um aclamadíssimo filme de guerra e crítica à Guerra do Vietnã. Entretanto, uma análise mais minuciosa mostra como até o quem é inteligente, crítico e estudado (Oliver Stone), pode cair em contradição, criticando um sistema do qual ele não consegue fugir totalmente para realizar sua produção. Leia sobre isso aqui.

#08 - Casablanca, de Michael Curtiz (1939): Clássico
Fora as grandes atuações, tomadas e a bela música, Casablanca não se baseia só no romance entre Rick e Ilsa, e revela todo um contexto histórico verídico que serviu de propaganda norte-americana. Todo o contexto social da época é verdadeiro e o final enigmático, uma metáfora. A garrafa de champagne, com o rótulo Vichy, jogada no lixo, faz alusão à queda dos Nazistas na França, "salva" pelos EUA. (Ler sobre: República de Vichy)